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O papel da escola na educação alimentar

Em tempos de desinformação, é crucial que a escola eduque e clarifique, cimentando bons hábitos.
Estima-se que cerca de 31,9% das crianças portuguesas tenham excesso de peso, das quais 13,5% sofrem já de obesidade, uma doença crónica que aumenta o risco de outras comorbilidades (diabetes, vários tipos de cancro, doenças respiratórias, entre outras). Assim sendo, é crucial que a escola assuma a missão de educar cidadãos que saibam comer, isto é, que tenham bons hábitos alimentares.
A escola deve não só informar os alunos acerca da importância de seguir a Roda dos Alimentos, seguindo uma alimentação baseada em alimentos minimamente processados (frutas, vegetais, cereais integrais, laticínios, ovos, carne e peixe, leguminosos e oleaginosos), mas também combater a desinformação que grassa nas redes sociais, à qual os jovens estão particularmente expostos. Autointitulados gurus da “alimentação saudável” espalham mentiras, divulgado dietas prejudiciais à saúde. É fulcral alertar os jovens para os perigos de seguir estes conselhos, adotando, ao invés, as diretivas das autoridades de saúde (Direção Geral da Saúde).
A escola tem, ainda, outra responsabilidade: oferecer refeições saudáveis a crianças de famílias desfavorecidas. Os alimentos ultraprocessados, pouco ricos nutricionalmente, são, infelizmente, mais económicos, constituindo a base da alimentação de muitas famílias necessitadas. Os estabelecimentos de ensino devem, pois, fornecer refeições nutricionalmente ricas a crianças vulneráveis.
É aqui que as escolas estão, na nossa opinião, a falhar: não só não estão a educar para que os alunos compreendam o que é uma alimentação saudável, estão a mesmo a boicotar a possibilidade de melhorar a dieta dos alunos. Abundam nos estabelecimentos de ensino “vending machines” onde proliferam alimentos ultraprocessados (barritas de cereais, sumos, bolos, bolachas…), que também são vendidos nos bares; as próprias cantinas servem almoços pouco nutritivos, com pouca proteína e verduras, cereais refinados e alimentos fritos.
É urgente educar para uma dieta mais saudável (ensinar o que é uma dieta mediterrânica, património da UNESCO), o eliminar os “snacks” para saudáveis e melhorar a qualidade nutricional das refeições escolares. É na escola que começa a saúde dos cidadãos do futuro!

Alunos do 12º6ª e sob orientação da Professora Carla Castro
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