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O que mudou no mundo após o 11/09/2001

Texto de opinião do Pedro Dinis, 12º5 sobre o que mudou no mundo após o 11 de setembro de 2001.

A mentalidade mundial, ainda presa no século XX, acordou para a nova realidade e para o novo século de insegurança que se avizinhava no dia 11/09/2001. Como consequência direta, os Estados Unidos e os seus aliados começaram uma série de incursões militares em países que albergavam grupos extremistas, como o Al-Qaeda, liderado por Bin Laden e que tomou responsabilidade pelos ataques. A mudança rápida da conjuntura geopolítica fez-se sentir, especialmente nos reforços dos esforços de segurança nos aeroportos e fronteiras, cujas medidas de segurança permaneceram e foram reforçadas até aos dias de hoje. Além disto, nas primeiras décadas dos anos 2000, o clima de medo e insegurança era notável. Verificado o sucesso dos ataques a Nova Iorque e Washington, grupos como o Al-Qaeda e o Daesh viram legitimadas as suas ações, tanto em escala como em notoriedade mundial. Seguiram-se ataques ao território europeu nos anos seguintes, como em Madrid, em 2004, e Paris, em 2015.
No plano militar, as invasões dos “marines” americanos ao Afeganistão, em 2001, e ao Iraque, em 2003 (esta não sendo legitimada pela ONU), e a subsequente ocupação destes países, levaram a décadas de lutas de guerrilhas, especialmente os Talibã, no Afeganistão, que ceifaram a vida de vários militares e traumatizaram uma geração inteira dos que sobreviveram.
Os resultados destas invasões, aliás, apenas levaram a uma ascenção de grupos extremistas, como o Estado Islâmico (Síria e Iraque) e os Talibã (que posteriormente dominaram o Afeganistão em 2021, como resultado da retirada americana), e foram geralmente contraprodutivos, tendo sido levantadas questões sobre as verdadeiras motivações dos EUA (especialmente na guerra do Iraque, onde não foram descobertas as armas de destruição massiva, e onde há uma grande área de extração de petróleo).
Resumindo, o 11/09 levou a um clima generalizado de terror, à necessidade de evitar e fiscalizar potenciais ameaças, a guerras como retaliação lideradas por Cheney e Bush, e ao crescimento de grupos e de ataques terroristas ao redor do mundo ocidental.

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Pedro Dinis, 12º5ª
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